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Von Breysky



Do meu miradouro
Vejo
E revejo
As palavras
Que germinei
E lancei
Sobre a paisagem
De versos
Sem portagem
Sem universos.

Plantara-as nas entranhas
Como fossem façanhas
Da sábia Grécia de Péricles
Ou da Florença dos Médicis.

Cresceram na minha hipófise
Floriram em tom nascente
Num porvir de apoteose
Num silêncio transparente.

Enviei sua maqueta
E o desenho do seu sonho
Aqueles a quem compete
Pulsar o País risonho:
Aos artistas da palavra
Aos bons servos do poema
Aquele que sempre lavra
O terreno do dilema.
Num globo de zumbido
E ressequido
Pelo acre
Pela desventura
Urge a palavra, a ternura...
Peregrino
Das longas caminhadas
Teimo este destino:
Solidamente
Tenazmente
Busco e dou
A nascente do sol
Do roseiral
O suave entardecer
Do milénio
A doçura sem igual
Cheia de paz e oxigénio
De um sorriso de criança...
O meu miradouro
É recanto venusto e fraterno
Onde teço palavras do Eterno...
Do meu miradouro
Horizonto no vento o celeiro
De um verde remoçado e fagueiro...


01MR01


 

Saiba mais sobre o:

"Autor"

 

E, também sobre a:

"Art by Rosy Beltrãol"

 

 

 

 

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