Foste a pseudoternura do sonho, 
No arraial da existência em canção. 
Sol brilhante fruíste em medonho 
Desconcerto da tua ilusão! 

Quantas vezes, tentámos boiçar 
Esse inculto terreno - tão pobre! 
Quantas vezes, quisemos mudar 
Tua rota sem marca de nobre! 

Em teus anos, dir-te-ei a verdade 
Que pulula no cento do belo: 
Teu veneno feroz jamais há-de 
Destruir o Poema do anelo ... 



16/01/2001 - 17:42 

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