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Deixa-me entrar, cheguei de tão longe
Venho de mares tão tumultuados,
de bares fechados,
De noites mal dormidas, venho do canto da vida.
Ainda sinto o cansaço,
os erros ainda estão tatuados,
A flor da pele, expostos, doloridos...
Todos amostra, estampados, exibidos.
Deixa-me entrar, tua alma é meu porto,
Meu descanso, minha rota, meu juízo,
onde eu chego por sentido.
Aprendi errando, esculpindo, poetando, chorando,
Feri muito e também fui ferido.
Venho de bocas que não beijei,
de encantos que quebrei,
De muitos braços abertos, que não abracei...
Tive amores e amores deixei....
Tive dores, e muitas dores causei...
Mas também trago algumas flores
Umas colhi...outras eu mesmo semeei
Deixa-me entrar, cheguei de tão longe
Enfrentei tantos rochedos, tantos segredos
Fui tão íngreme em meu caminho,
Não permiti a mim mesmo me acompanhar...
Por isso chego sozinho,
Deixa-me entrar, cheguei antes do horizonte
Ainda há muito na fonte, me deixa descansar...
07/07/2002
23:20:42 hs
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"Drica
Del Nero"
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