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Por baixo do cetim de fino corte,
Pendente do teu corpo abandonado,
Havia a luz do Sol alcandorado,
Que macerava a vista, de tão forte...
Era a festa das rendas transparentes,
Como astros radiosos nos espaços,
Cortando as doces curvas dos teus braços
De riscos luminosos, refulgentes,
E emoldurando os peitos arquejantes,
Dois montes esculpidos em marfim,
Exalando perfume de jardim
Nos seus acordes de harpa provocantes.
E vi então teus seios luminosos,
Dum branco radioso cor de leite,
Como se fossem asas de um enfeite
Ou apenas dois cisnes caprichosos?
E tinham duas pintas, amuletos
De magia, de sonhos esquecidos
Ou dois faróis de cultos prometidos
Em aras dos deleites mais completos,
Oh! Dois olhos castanhos, astrolábios
Medindo a latitude da loucura,
Botões de rosa ardendo na secura,
A pedir a frescura dos meus lábios.
Tito Lívio é o
vencedor do 2º lugar Concurso
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