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Eu pecadora, ré confesso,
por querer o imponderável,
sonhar com o intangível,
viver um amor impossível...
Moço... veja lá o que vai fazer comigo,
viver sem amor eu não consigo,
minh'alma poeta precisa,
ter fome de grandes paixões...
Moço...só consigo amar no plural,
você sabe que minha alma é cigana,
Hoje sacra, amanhã profana,
Não me aprisione num vendaval...
Olha...tenho caminhado tanto,
enquanto busco o amor,
ouvindo o canto dos pássaros,
o nascimento de uma nova flor...
Sentindo o sussurro dos ventos,
as nuvens conversando pelo céu,
o rufar do sol nascendo,
aquecendo meus pensamentos...
Persigo, com muita insistência,
verdes planícies, casa da esperança,
espelho em minha alma,
o desejo de deixar livre minha criança...
Diga-me...conhece um porto seguro,
que hoje sozinha procuro?
Me carregue até ele,
me abrace bem forte, me dê a mão...
Sem amor não sei caminhar,
minha alma se apequena,
entro num turbilhão de emoções,
sou prisioneira do verbo amar...
Cuidado, moço...
sou frágil como porcelana,
a máscara que uso engana,
desista agora se não puder me amar...
30.05.2002
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