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Quem tu pensas que és,
Para me ignorar deste jeito,
Só porque eu te desejo,
Te quero, mas quero respeito.
Pensas que estou em tuas mãos,
Só porque te mostro a alma?
Não te enganes, meu rapaz
Não te iludas, vá com calma
Tu chegastes de mansinho,
Sem aviso, sorrateiro, no meu quarto,
Fostes embora como um raio,
Desarmaste-me, fiquei de quatro.
Só porque me insinuo,
Quando percebo espaços,
Respondes com teu silêncio,
Insensível, tu és de aço.
Se me calo, tu cutucas,
Se respondo, me ignoras,
Se me ausento, tu procuras,
Se procuro, tu te afastas.
Que jogo insano é este,
Que tu jogas e eu não resisto,
-Assumas se tens coragem,
-Ou finjas que não existo.
Pensas que estou à teus pés,
Só porque provei teu gosto?
Despertastes esta mulher,
Que não consegue provar outro.
Ah, meu arteiro arqueiro,
Com tua flecha certeira,
Pensastes que ia me acertar?
-Acertastes, moço, acertastes,
Queres fazer-me o favor,
De ajudar esta Centaura a se curar!
out.2001
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