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Se eu fosse um sonho,
queria ser doce,
e parecer-me com algodão
com formato de nuvem branquinha no céu.
Nele teria um lugar aconchegante para ninar crianças,
pequeninos animais e adultos...
Se eu fosse um sonho,
queria ser o brilho do olhar do guerrilheiro
da faísca do ideal por ele desejado.
Se eu fosse um sonho,
não deixava ninguém sem alimento,
sem Amor ou sequer sentir dor.
Se eu fosse um sonho teria liberdade
de ir e voltar de qualquer lugar
e escolheria alma inocente,
sem defeitos para postar ali minhas sementes
que germinariam em outros tantos sonhos de liberdade,
igualdade e fraternidade nos seus verdadeiros sentidos,
sem nenhuma guerra que os justificasse,
sem déspotas, sem capacetes ou metralhadoras,
sem perigo iminente de uma guerra biológica...
só teria uma lógica:
a de ser feliz!
De viver livre entre o mar e o céu,
na terra perto de imensas cachoeiras
e onde o sol se põe em tons de dourado e rosa.
Onde as fronteiras,
seriam os limites dos rios e as escarpas das montanhas
e que eu, sem limites nadaria e do outro lado chegaria
para enfrentar novas caminhadas, em busca
de novos horizontes.
Ou por elas subiria sem perder o fôlego e de lá do alto
olhando as planícies me identificaria com cada planta,
animal ou ser que ali habitasse.
Se eu fosse um sonho,
a humanidade teria uma só língua:
a da igualdade e irmandade entre os homens,
sem concorrências, sem desonestidade, sem carências...
Em amplitude gerando conforto e prazer
a tantos quantos assim o desejassem.
Se eu fosse um sonho,
os meninos brincariam de carrinho,
de rodar pião ou de bolinhas de gude
e as meninas de pular amarelinha,
de roda ou de pular corda...de bonecas!
Desenvolveriam suas criatividades em cantar cantigas,
mesmo que antigas
mas, que simbolizassem suas inocências,
seus desejos de criança.
Se eu fosse um sonho,
não deixaria nunca de sonhar
com todos esses sonhos.
10:53 h
03/04/2004
Revisada em 12/10/2004
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by Rosy Beltrão"
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