A gaveta
 
Rosy Beltrão e Itajaci Caldeira

 


Gaveta esquecida.
Aberta ao acaso,
Entre papéis e quinquilharias,
um retrato seu!
Reminiscências,
como um clarão, 
cegam meus olhos:
momentos vividos,
dias mais alegres e envolventes,
sorriso majestoso.
Na brisa da memória, 
o perfume de seus cabelos.
Longínquos ecoares
aguçam a audição
penetrando meu ser
qual punhal de gume fino 
e frio.

Lá fora,
um silvo quebra o encantamento.
O presente faz-se evidente: 
o tempo encarregou-se 
de rasgar o retrato
e os versos
no papel de bordas quebradiças
já não têm o mesmo encanto.

Calada, 
fecho a gaveta novamente
para guardar em minhas entranhas
a magia do passado.

16/01/02 
 

 

 
 

 

 

Para receber nossas Atualizações
cadastre seu e-mail
AQUI

Esta é a visita:

Gostou desta página?
Envie-a para alguém especial