Veste-se de anjo,
fala como menina,
pinta-se como mulher, 
é a dona da loja,
depois a fêmea no cio,
a loba, a esposa
a sem-terra que leva o cantil
despe-se de todos os andrajos
e veste-se da gala,
empina o rosto
e faz versos com gosto
de ultrajes,
faz às vezes o seu traje
De máscaras
de inocente
de pura, casta
e num repente:
indecente
moleca atrevida
nua
despida de seus males
chora em imensos ais
diante de todos,
meros mortais.
Sem preconceitos
loucuras ou insanidades
criancice ou meninice
é seu esse jeito
próprio e impróprio de ser


01/07/01 23:23 h

 

Art by Beto

 

 

 

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