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Olhando a paisagem, um caminho, e não podendo ver onde está o final...só a origem...posso te contar o que tem depois da primeira curva e também como pular pedras, ou desviar delas... porque sou água, que escorre por entre os dedos quando se quer segurar. que forma e transforma seu próprio caminho encontrando uma pedra, desvia, segue adiante. mas, não por muito tempo, pois corrente contínua, enche a fenda e transborda, buscando novamente seu
destino. como quem tem pressa. Unindo-se a outras forças que como ela tem vontade de chegar lá. E, encontrando diante de si um abismo, se transforma em cachoeira, não desiste, resiste em espuma
flutuante. Gelo, gelada, frígida e intransponível mas, branca, brilhante qual cristal flamejante ao sol... Alvura que cega... inerte, sem movimento mas, subitamente, ao se expor à luz escorregadia se torna. Move-se por vezes inesperadamente, numa avalanche que leva tudo que encontra pela frente, frondosas árvores... Morro abaixo. Em grandes quantidades, pesada e sem sentimentos... tempestades... ou grossa, sem jeito, desengonçada mas, gostosa como nos dias de verão, rápida e refrescante... Fria ou quente. um banho quente nos dias de
inverno. pode matar sua sede, pode alimentar seu corpo, saciar seus
desejos. aceita componentes atômicos de diversas origens mas, só há uma combinação perfeita, sem resíduos após a decantação... se a outra parte for água também, pura e cristalina como ela.
A imagem da mulher é de Jeffrey K Bedric Saiba mais sobre a: |
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Esta é a visita:
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