Na casa em desuso
Máscaras se estabelecem
E perambulam na rotina dura dos dias
Uma arrumação disfarçada de caos
A tudo confunde
Exceto os olhos da alma
O alimento medíocre da hipocrisia
Aquieta-se nas convenções
E os sonhos intocados
Permanecem no mesmo lugar
Empoeirados pelo tempo
Onde os relógios emperram
Os ponteiros que marcam
As rugas do tempo

 

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