As emoções não afloram
Os sentidos permanecem afônicos
Os dedos mudos e despidos de gestos
Palavras não ditas
Ecoam no abismo da alma
No horizonte dos olhos
Um vulto se forma efêmero
No sonho que plasma
A iminência do toque
O corpo desfaz-se no éter
Sombras, sussurros, teu nome
Suspenso em dígitos lacônicos
Tua pele na carícia das mãos
E tua ausência rodeada
De abraços e saudades
Nesta noite infindável
Que te procuro

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"Autora"

E, também, sobre a:

Art by @ngel"

 

 

 

 

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