O sentir é algo belo
Multiforme e colorido
É o algo que se impõe
Nesta hora de vazio
É o algo que transforma
Este íntimo de ausências
É o algo que dá sentido
Quando sentido já não há
É o algo que me chama
E me leva pelas mãos
É o algo que macera
Toda a dor e ilusão
É o algo sempre insone
Que vela o sono torpe
É o algo sempre calmo
Que acalma o tormento
É o algo muito claro
Que me ascende deste escuro.

 

 

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