Deito o corpo em devaneios
Foge-me o som das palavras
Enveredo-me e sacio-me
Cúmplice do teu silêncio
No roçar de murmúrios roucos
Uma taquicardia acelera na penumbra
É quando os ponteiros do tempo
Congelam as horas em espera
Relembro tuas poucas palavras
E através delas pressinto
O aquecimento dos gestos
Tocas minha pele e esmoreço
Anseio a curva do braço
E debruçada em lânguido relaxamento
Imagino o teu abraço
É quando os pensamentos amornam,
As palavras aquietam-se
E um sorriso aflora
Por entre os olhos, nosso amanhecer!
Finalmente adormeço a sonhar-me
Acordada em ti


25.01.02

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