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Tocar nas mãos e sentir na pele
A seiva que dilata as veias
Sentir no rosto o sopro
Do arfar de uma respiração
Que pulsa ou alivia o intumescer de poros
Vislumbrar entre olhares tímidos
O indizível das palavras
Traduzir os rubores nos rumores
Das sensações que transcendem as cores
Vislumbrar o desnudar lento e paciente
Das partes que lentamente nuas
Revelam-se vulneráveis e inocentes
Aos apelos ardentes da paixão
Murmurar entre línguas e dentes
O fluir das sensações adormecidas
Deslizar entre lábios úmidos
O entrelaçar de gemidos e beijos
Nas bocas que saboreiam
O soletrar das sílabas da paixão
Mergulhar no éter
E sentir a lua enternecida,
Guarnecida de noite a caminhar entre estrelas
Perceber-se como se ela própria fosse,
Na cumplicidade dos mistérios
Que somem no amanhecer dos dias
Perceber-se o próprio dia despertar
Sob os raios flamejantes do sol
Um celebrar inconsumível de êxtase
Do comungar dos seres, do sol e lua
Indestrutível sintonia que paira no cosmo,
Tal qual um eclipse perene de nós.
Concurso
VB2001
site
Notívaga Noturna
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