QUEM DERA... 

Cleusa Faria

 

 

 

Quem dera
pudesse a própria vida,
tão cheia de encantos,
encontrar uma saída
para tantos desencontros.
 
Quem dera
pudéssemos nós
abdicar de todos os medos,
caminhando, passo firme,
sem receios, sem segredos.
 
Quem dera
fosse sempre possível
alijar-se os fantasmas internos,
usufruindo da vida a vida
naquilo que tem de mais belo.
 
Quem dera
não existissem
egoísmo, orgulho, vaidade
e que, lado a lado, seguíssemos
cúmplices na solidariedade.
 
Quem dera, enfim, quem dera
Que de posse do nosso eu
fizéssemos do ser um mister.
Existiriam apenas e então,
plenos, confiantes, serenos,
o homem e a mulher.
 
09.02.2001
 

 

 

 

 

 

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