Olá!... Alguém em casa?!...
- Em casa?!... Casa?!... Asa?!... Asa?!... 
Responde-me o eco 
dos cômodos em solidão!
Nada mais que um eco ou um pregão...
Voaram todos, nas asas do vento, 
na alma do tempo...
Abandonado, meu coração, um templo,
um lar vazio, onde me falta tudo...
onde apenas um eco abelhudo
faz de minha dor uma ironia;
da saudade, somente fantasia!
Por desespero, mato-me, peco!...

Desabitada, a velha residência
de meus antigos sonhos, ideais,
desejos, amores e ilusões...
reminiscência e mais reminiscência...
Paredes que falam, janelas, portais,
portas trancadas pelo lado interior...
que só podem ser abertas 
pelas mãos de seu senhor...
Mas... a madeira está velha... 
há frestas por entre ela...
e, por entre as frestas, penetra
um raio de sol, a esperança,
que, através salas desertas,
pouco a pouco avança, 
arejando todos os porões...
incentiva-me a abrir os portões
e a lei do amor impetra...

E novamente o castelo
abre as portas de par em par...
Engalana-se a moradia,
acendem-se as luzes,
que fazem reluzir os lustres...
É festa de alforria
das trancadas emoções...
É, de Cupido, alegoria!...
É tempo de amar!...
Eros, com carinho te velo
e te venero!
Nada mais vero!!!...

Saiba mais sobre a:

E também em:

LUZ E SOMBRA
"As duas faces de um anjo"

 

 

 

 

 

Para receber nossas Atualizações
cadastre seu e-mail
AQUI

Esta é a visita:

Gostou desta página?
Envie-a para alguém especial