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Que falta me faz teu chamego!
E fico a chamar-te amigo,
em vez de dizer-te “Meu Nego!”
Busco, em teu olhar, um abrigo,
mais encontro, em ti, interesse
em saber-me ainda presente,
receoso que eu versos não lesse...
Desse amor ficou-nos semente
germinando em águas profundas
e, através dela, me inundas
de paz e de luz... meus desejos,
trancafiei-os todos em meu peito,
dou-lhes larga quando no leito,
vivendo-os em fantasia,
jorrando-os na poesia,
que, para ti.eu escrevo.
E assim, em idílio adolescente,
amor de mente para mente,
vamos vivendo do enlevo
de nossas “cantigas de amigo”;
e, isso posto, estás comigo!...
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