A luz do sol se foi
e as internas luzes cruzam claridades
aqui.
Sonho tua imaterial presença,
tuas roupas sinceramente belas
e que apóiam
a naturalidade que és:
a blusa larga de algodão,
a saia blu que se detém um pouco acima
dos joelhos
e as sandálias vermelhinhas...
Estás
e é tudo.
Eu, estático à janela,
ouço a música densa que vem de teus olhos.
Concordo
e viajo em torno de ti
no áureo espaço que se desprende
e se imprime
em teu redor.
Clara, claro
poderia ser teu nome;
e meus olhos
quedam-se em queda
até meus pés...
A sala acordou;
não estás... 

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