deitada 
em música, 
vens 
lânguida e nua. 

sorrindo 
e trazendo nas mãos 
as cordas de seda 
de um extenuado violino 
há muito extinto, 
passas sedante 
em nevoado 
canto. 

ninfa, 
assim música, 
tornarás sempre, 
sempre que 
nitentes estrelas 
tocarem 
com impudentes carícias 
os flancos flébeis da noite. 

 

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