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esta noite embalsamada assim
em tua lembrança
no que ficou por tetos e paredes
do sândalo que oferecias ao ar,
completamente tua...
o rastro das músicas
sobre o mar,
que espalhavas
em intenção das nuvens
a caminharem
lentas,
mente para mim
que estás por perto,
que baterás à porta
antes das chuvas,
antes das lágrimas
possíveis.
lá fora o vento escampa
momentaneamente
o afrontado céu
e a amargura
costura,
enleia,
enlaça,
faz-te refletida em mim
deixando-me copiado
em teu esquecer.
um corte na vida,
um rasgo no tempo
por onde me iludiste
retomo
às vezes
para nós
e não estamos...
quem sabe fugimos de mim...
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a:
"Arte da Sereia"
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