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Desculpem-me o silêncio!
Tirei o dia para mim;
concedei-me este direito.
Revisitei a morada da alma,
enveredei por seus becos escuros,
encontrei tristezas, temores, dores
mas, reencontrei, também, fontes de luz,
alegrias, velhos amores, os seus
perfumes, sabores e, depois,
como um pardal vagabundo
fui banhar-me naquele chuveiro;
um cão, um bêbado e um velho carrinheiro.
Carlos Gama www.suacara.com
23,30 h – 06/4/2001.
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