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Neste fundão de mundo,
Que hoje se integra à cidade,
Foi que eu cheguei por aqui.
Mas o espírito cigano,
Não sei se por bem ou engano,
Me convenceu e eu parti.
Cheio de sonhos e planos,
Botei os meus pés no mundo,
E a vida fui levando.
Meu Bosque, não te esqueci!
E por isso é que hoje torno,
Depois de quarenta anos,
Querendo matar as saudades.
Deus do céu, quanta surpresa!
Os bondes não mais existem.
Onde está a natureza?
E as nossas ruas de terra?
Ao nosso belo riacho,
Margeia uma rodovia!
Está no meu velho quintal,
Um motel que não havia.
Se foi o Bosque da Saúde,
Que hoje busco, com saudade.
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