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Quantas donzelas eflúvias bailam ao redor dos meus olhos rudes, concretos demais para enxergarem sonhos no ar? Sinto que essa vida é a morte para uma outra paragem onde, clamantes e desprotegidas, choram amores e amantes, sem um pingo de ciúmes entre si: lá sou esperado e deverei ser um bem para todas.
Mas que visões serão essas, cuja incompleta e caótica tradução sugere débeis e enevoadas formas femininas, com olhos de mar e hálitos de fadas? Por que tumultuam tanto e provocam lancinantes silêncios na minha incompetente - e talvez inexistente - arte de amar?
Estarão tentando falar algo às mulheres daqui, que supostamente passaram pela minha presença e não gravaram em minh'alma o seu perfume? Não... Por estarem assim tão próximas de mim é ao meu coração que falam, e é para a minha solidão e dureza que apontam, sem qualquer hiato de hesitação.
Oras, mas por quê não podem ser, afinal, apenas e tão somente complexos nós, a serem desatados no dia em que eu puder humildemente ajoelhar e agradecer por estar vivo - ou não mais...
Nas feridas erráticas de quem ficou sozinho, eu espalho o ardiloso linimento de que Deus ainda sofre para finalizar o amor.
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