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De esperanças vivo tão sozinha,
Como de todo sentimento avaro,
E o destino da vida que caminha,
Me deixa abatida e sem amparo.
Prefiro ocultar minha descrença,
E indiferentemente tudo encarar,
Mas, ao voltar da luta vã e intensa,
Me sinto desiludida, almejo parar.
Mas, não fugirei inerte desta luta,
Porque depois da vida terminada,
Toda liberalidade é mera disputa.
E, nesta misera batalha, sem viço,
Após a redução do próprio nada,
Eu nada mais espero nem cobiço.
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Arte da Sereia"
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