Agostina Sasaoka

 

 




É muito noite. 
Como jamais fora. 
O grilo irrita 
mas não percebe. 
Todas as estrelas me escutam, 
mas não tenho o que dizer. 
É só esse arrepio, 
esse berro do peito 
dentro do coração. 
Também há tulipas. 
E o sono não vem. 
Não virá. 
Jamais voltarei a acordar. 
Tudo culpa do corpo, 
esse parasita que te implora. 
Há barulho demais 
para sonhar. 
Meu sorriso perturba a escuridão 
e ecoa pelo universo. 
Vou rezar. 
.... 
Deus me perdoou: 
impossibilidade 
de pecar.



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"Autora"

 

E, também sobre a:

"Art by Rosy Beltrãol"

 

 

 

 

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